Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Assine a partir de 9,90

Cientistas bonitos são considerados menos inteligentes

Não dá para ter tudo nessa vida. Mesmo.

Por Guilherme Eler
8 jun 2017, 16h53 •
  • Conseguir aliar beleza e conteúdo pode não ser uma vantagem tão grande assim – principalmente se você for um cientista. De acordo com um estudo britânico, a combinação entre um cérebro potente e uma aparência ajeitada até torna os pesquisadores mais interessantes. Porém, isso atrapalha sua credibilidade: quem é boa-pinta tende a parecer menos competente, se comparado a outros colegas cuja beleza não é lá um ponto tão forte. Os resultados da pesquisa estão no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

    Uma fisionomia favorável é um grande diferencial para quem precisa falar em público, como os políticos. Pesquisas anteriores já descobriram que um rostinho bonito pode de fato melhorar a aceitação dos candidatos. O objetivo dos pesquisadores foi então avaliar se isso fazia sentido também para os cientistas – que vira e mexe também têm de vir à público por conta de seus deveres com a divulgação científica.

    Para isso, eles realizaram um experimento que contou com fotos de mais de 600 cientistas (tanto homens quanto mulheres) norte-americanos e britânicos. Em um primeiro momento, os voluntários tiveram de avaliar cada um dos rostos de acordo com aspectos como inteligência, atratividade, e idade que cada personagem aparentava ter.

    Depois, outra parte das cobaias teve de escolher as mentes brilhantes cuja carreira parecia mais empolgante, e quais acreditavam que estivesse conduzindo uma pesquisa importante.

    Siga

    Nesse ponto, os bonitões se deram bem. Eles despertaram maior interesse, e foram mais apontados como tendo boa moral. No geral, os pesquisadores mais velhos também se deram melhor – e as mulheres tiveram ligeira desvantagem, despertando menos interesse e passando menos credibilidade.

    Continua após a publicidade

    Mas quando o que estava em jogo era qualidade dos trabalhos dos cientistas, ter “cara de competente” era mais negócio. Nesse quesito, ser mais descolado e boa-pinta não era vantagem. Quanto mais sociável ou atraente o cientista parecia, menos as pessoas consideravam que ele pudesse ser um grande pesquisador. Isso porque, de forma geral, eles eram tidos como menos aptos academicamente.

    Ponto para os tímidos e de estética pouco favorecida. Segundo relataram os participantes, eles é que pareciam demonstrar mais confiança em suas opiniões, e também fazer descobertas mais relevantes. Eles também foram apontados como autores das publicações que as cobaias julgaram mais interessantes, após ler breves resumos preparados especialmente para o estudo.

    Isso tudo só confirma que a pose Einstein que eternizou em sua foto mais famosa foi mais uma ideia genial do físico. Se considerarmos apenas seu retrato descabelado e com a língua para fora, o alemão não parece fazer o tipo que você escolheria para passear de mãos dadas no shopping. No entanto, a imagem garante que seu intelecto seja lembrado por toda história sem ter a credibilidade abalada por quaisquer traços físicos. Os cientistas bonitos que nos desculpem, mas a feiura é fundamental.

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
    ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$5,99/mês.