Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Assine a partir de 9,90

O que é o Índice de Glasgow?

Compartilhe essa matéria: Link copiado! É uma escala usada para medir a consciência e a evolução das lesões cerebrais em um paciente. “O índice é baseado em uma escala de pontos que vai de 3 a 15 e avalia a abertura ocular, a resposta motora e a verbal”, afirma o médico intensivista Douglas Ferrari, presidente […]

Por Julia Moióli
18 abr 2011, 18h50 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h12
  • É uma escala usada para medir a consciência e a evolução das lesões cerebrais em um paciente. “O índice é baseado em uma escala de pontos que vai de 3 a 15 e avalia a abertura ocular, a resposta motora e a verbal”, afirma o médico intensivista Douglas Ferrari, presidente da Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva. A avaliação consiste em um exame clínico. Para conseguir as respostas, os profissionais de saúde pedem que os pacientes abram os olhos e provocam situações capazes de gerar reações motoras, verbais ou de dor. Vale até mesmo um beliscão ou um cutucão. Se a pessoa não reagir ou estiver mais lenta, como nos casos de acidentes com motoristas alcoolizados, vai perdendo pontos. A técnica, criada em 1974, é usada principalmente no atendimento pré-hospitalar, para fazer uma avaliação inicial. “No hospital, ela é refeita para a equipe poder comparar a evolução do quadro. Assim, os médicos têm um parâmetro para avaliar se o paciente melhorou, piorou ou se encontra na mesma situação”, diz Josiene Germano, especialista em medicina do tráfego, de Ribeirão Preto (SP). A escala também é importante em casos de derrames, infecções e intoxicações com drogas como barbitúricos, cocaína e álcool e nas UTIs, para avaliar a melhora de pacientes em coma. Por isso, todos os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e até bombeiros que fazem atendimento de urgência precisam ter o índice na ponta da língua. O nome vem da Universidade de Glasgow, na Escócia, na qual trabalhavam os neurocirurgiões Graham Teasdale e Bryan Jennett, criadores da escala.

    Teste de sobrevivência
    Reação verbal, dos olhos e movimentação valem pontos que indicam grau de coma do paciente

    Abre o olho

    … espontaneamente – 4

    Siga

    … após estímulo verbal – 3

    … após estímulo doloroso – 2

    Continua após a publicidade

    Não abre – 1

    Movimenta-se

    … de forma ordenada, ao ouvir um comando – 5

    Não se move, mas localiza a fonte da dor – 4

    … afastando o membro ao sentir dor – 3

    … dobrando os braços por cima do corpo ao sentir dor – 2

    Continua após a publicidade

    … entortando o corpo e virando os punhos para fora ao sentir dor – 1

    Não se movimenta

    Responde a estímulos verbais

    … de forma orientada – 5

    … de modo confuso – 4

    … sem formar frases, mas articula palavras – 3

    Continua após a publicidade

    … emitindo sons incompreensíveis – 2

    Não responde – 1

    RESULTADO FINAL

    13 a 15 pontos: Lesão leve

    A pessoa consegue abrir os olhos, conversa e responde a dores e estímulos

    10 a 12 pontos: Lesão moderada

    O paciente não possui abertura ocular adequada e não responde facilmente a estímulos

    4 a 9 pontos: Lesão grave

    O paciente está inconsciente e com dificuldades respiratórias. Por isso, precisa ser entubado

    Continua após a publicidade

    3 pontos: Lesão gravíssima

    O paciente não apresenta resposta alguma. Ele está em coma e pode ter morte cerebral

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
    ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$5,99/mês.