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Cosmonauta quebra recorde de maior tempo passado no espaço

Ao longo de cinco visitas à Estação Espacial Internacional, o russo Oleg Kononenko passou 878 dias fora da Terra.

Por Maria Clara Rossini
Atualizado em 9 fev 2024, 13h14 - Publicado em 6 fev 2024, 15h10
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  • No último dia 4 de fevereiro, às 05:30:08 (horário de Brasília), o russo Oleg Kononenko se tornou a pessoa que passou o maior período no espaço. Ao longo de cinco missões à Estação Espacial Internacional (ISS), o cosmonauta acumulou mais de 878 dias fora da Terra.

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    O recorde anterior pertencia a outro cosmonauta, Gennady Padalka, que passou 878 dias, 11 horas, 29 minutos e 48 segundos no espaço. Ele realizou cinco missões entre 1998 e 2015, antes de se aposentar.

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    Já Kononenko, de 59 anos, viaja para a ISS desde 2008. Encontra-se lá agora mesmo, em sua quinta visita. O cosmonauta partiu em um foguete Soyuz MS-24 em setembro de 2023, e deve ficar na estação até setembro de 2024. Quando finalmente retornar à Terra, ele terá passado 1.110 dias no espaço – o equivalente a três anos e 15 dias.

    “Eu viajo para o espaço para fazer minhas coisas favoritas, não para quebrar recordes”, disse ele à agência de notícias russa TASS. “Estou orgulhoso de todas as minhas conquistas, mas estou mais orgulhoso que esse recorde ainda pertence a um cosmonauta russo”.

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    Mas a conquista também tem seu lado negativo. Um estudo conduzido pela NASA comparou os irmãos gêmeos Scott e Mark Kelly para analisar os efeitos da baixa gravidade no corpo. Um dos irmãos passou um ano na ISS, enquanto o outro ficou na Terra. A pesquisa mostra que os efeitos físicos são intensos, e podem perdurar mesmo depois que o indivíduo volta à Terra.

    O efeito óbvio de estar no espaço é a redistribuição de fluidos pelo corpo – já que eles estão sob efeito de baixa gravidade. O viajante espacial sofre com perda muscular e de densidade óssea, que podem acarretar problemas aqui na Terra. Os hóspedes da ISS praticam ao menos duas horas de atividade física por dia. 

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    Além disso, eles também sofrem com maior risco de câncer, devido à radiação espacial. Por esses e outros motivos, os tripulantes costumam ficar em média seis meses na ISS.

    O recorde de maior tempo consecutivo no espaço, diga-se de passagem, também pertence a um russo. O cosmonauta Valeri Polyakov passou 437 dias e 18 horas no espaço, à bordo da estação espacial Mir, entre 1994 e 1995.

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