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Como funciona o metrô?

Em São Paulo, a rede de trens é projetada para trabalhar sem interferência humana

Por Fernando Tió Neto 18 abr 2011, 18h49 | Atualizado em 22 fev 2024, 11h14

Em geral, os trens subterrâneos são programados para funcionar de forma automatizada. Em condições ideais, equipamentos informatizados e circuitos eletrônicos fazem tudo sozinho, acelerando e parando os trens, abrindo e fechando as portas, controlando o tempo entre as composições e assim por diante. Isso, claro, na teoria, porque na prática passageiros seguram as portas e geram atrasos, a chuva faz os trens diminuírem de velocidade em trechos a céu aberto e acidentes acontecem. Por isso, o homem precisa interferir no funcionamento ou, pelo menos, ficar de olho vivo para ver se está tudo rolando legal.

No metrô da cidade de São Paulo, por exemplo, o setor essencial é o Centro de Controle Operacional (CCO), um escritório onde os controladores de tráfego monitoram todo o trânsito subterrâneo, mandando impulsos elétricos pela fiação para controlar o vai-e-vem dos trens como você sabe, o metrô paulistano é movido por eletricidade.

Outras equipes são especialmente treinadas para situações de emergência. Quando ocorre um blecaute, por exemplo, os trens param e precisam ser evacuados. Na hora do apagão, os próprios maquinistas coordenam o abandono dos vagões. Os passageiros saem dos trens andando pelos túneis até a estação mais próxima, em passarelas laterais construídas para isso.

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Piloto automático

Em São Paulo, a rede de trens é projetada para trabalhar sem interferência humana

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RESERVA DE LUXO
Cada trem do metrô de São Paulo possui um maquinista. Porém, ele está lá mais para verificar se tudo está correndo direito do que para operar o trem. Quando o automatismo ideal não funciona, aí, sim, ele pode comandar a operação, usando uma alavanca que alterna os modos automático, semi-automático e manual

ENERGIA VITAL
Nas cidades onde o metrô funciona por eletricidade, o segredo do movimento é o chamado terceiro trilho: por ele passam os 750 volts de tensão que energizam os trens. Por meio de uma peça de metal, os vagões recebem a energia que faz girar os motores. Para evitar que algum infeliz encoste no trilho e vire churrasquinho, o terceiro trilho fica do lado oposto à plataforma

ATRITO E AREIA
Os freios do metrô funcionam com ar comprimido. Mas nos trechos de superfície, quando o atrito entre a roda e o trilho diminui por causa da chuva, entra em ação um sistema de emergência que joga areia no trilho, aumentando o atrito e ajudando a segurar os vagões

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BIG BROTHER
Nas condições ideais, o metrô paulistano funciona em modo automático, sem interferência humana. Para conferir se está tudo certinho, um grupo de operadores controla o tráfego dos trens no Centro de Controle Operacional (CCO). Como a responsabilidade é grande, o CCO é um lugar bem quieto e o turno de trabalho de cada controlador não passa de seis horas diárias

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TELA QUENTE
Esse monitor é o principal instrumento de trabalho dos controladores de tráfego. Ele mostra a situação de toda a linha, indicando os trens em movimento, os que estão parados e o tempo médio de intervalo entre eles. Com essas informações, os controladores podem acelerar, parar ou desviar algum trem quando necessário

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VELOCIDADE MÁXIMA
Cada vagão do metrô tem dois motores (com 170 hp de potência cada um) que funcionam com a energia elétrica enviada pelo terceiro trilho. Os motores impulsionam as oito rodas do vagão e podem fazer a composição chegar a 100 km/h. Entretanto, por segurança, a velocidade máxima usada no metrô de São Paulo é 87 km/h, atingida no percurso entre as estações mais distantes

PARADA MILIMÉTRICA
A parada na estação também é automática. Para que ela ocorra no lugar certo, o terceiro trilho manda impulsos elétricos que diminuem a velocidade do motor, fazendo com que o trem pare sempre no mesmo ponto, com um erro máximo de centímetros. Ao longo da linha, caixas de comando ao lado do terceiro trilho mandam impulsos para o trem acelerar ou reduzir a velocidade

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